📚 Hiperfoco

🎯 Resumo da Obra

O livro Hiperfoco escrito por Chris Bailey se baseia principalmente em duas ideias: Modo hiperfocado e Modo de foco disperso. Enquanto o primeiro está relacionado à nossa atenção e como lidamos com o nosso Espaço atencional, o segundo traz a capacidade de deixar a mente divagar.

Especialmente para o Modo hiperfocado é importante entender que O que ocupa a nossa atenção muda constantemente e que Novos estímulos não são necessariamente bons. Além disso, é necessário ter uma relação saudável com a Produtividade. Para isso precisamos entender que existem 3 combinações de tarefas que cabem no nosso espaço atencional e que devemos simplificar as nossas atividades.

Portanto, existem 2 modos de trabalho para equilibrar foco e não foco para que possamos realizar as nossas atividades com qualidade.

🧠 Minha Experiência

Li este livro depois de passar muito tempo fazendo diversas atividades que tomavam muito do meu tempo e, de certa forma, me sobrecarregavam. Com este livro, aprendi que o foco é mais uma forma que temos de filtrar o que é necessário e as nossas intenções do que o que não é necessário ou o que queremos fazer. Além disso, a ideia de ter um modo de foco disperso despertou muito o meu interesse. Comecei a pensar em como poderia aplicar este modo no meu dia a dia e acredito que a forma mais prática é fazer caminhadas esporádicas de 5 a 10 minutos ao longo do meu dia. Durante este tempo, posso não só desestressar e desviar a minha atenção após um período de hiperfoco, mas também posso deixar a minha mente divagar livremente e capturar o que estou pensando e sentindo. Espero poder aplicar este modo com mais frequência no meu dia a dia.

📝 Notas de Conteúdo

🖍️ Destaques e Citações

  • Buscar continuamente novos estímulos nos faz sentir mais produtivos – afinal, estamos fazendo mais o tempo todo. Mas, por outro lado, só porque estamos mais ocupados não significa que estamos alcançando mais.
  • Qual o sentido de ter tempo se não estamos criando memórias – de conversas, refeições, férias e outras experiências?
  • Cada momento de nossas vidas é como uma história de “Escolha Sua Própria Aventura”, oferecendo constantemente diferentes opções que nos permitem definir nosso caminho futuro.

A todo o momento, estamos com o foco em alguma coisa, mesmo se estamos apenas absortos em pensamentos. — Página: 156


Como abordarei mais tarde, desconectar-se é uma das maneiras mais poderosas de gerar ideias novas e inovadoras. — Página: 176


atenção está ao nosso redor o tempo todo. Assim que você a vê, não consegue deixar de vê-la. — Página: 181


Comecei a ver o foco não apenas como uma contribuição à minha produtividade, mas também como um fator em meu bem-estar geral. — Página: 203


Embora tentemos cumprir mais tarefas simultaneamente, somos impedidos por nós mesmos de terminar qualquer tarefa de importância. — Página: 211


Quando sua mente estiver resistindo um pouco a uma tarefa, ela vai procurar coisas mais novas em que se focar. — Página: 232


Modificar seu ambiente é uma das melhores maneiras de cultivar o foco. — Página: 247


Ao manter uma lista de distrações enquanto lê, você vai capturar coisas importantes que flutuam na superfície de sua consciência. — Página: 254


Consumimos um monte de coisas por hábito, sem questionar seu valor, inclusive livros. — Página: 257


Assim como você é o que você come, você é aquilo em que presta atenção. — Página: 261


Espero que, ao ler Hiperfoco, você faça muitas anotações e grifos, tirando as melhores ideias destas páginas e levando-as até sua mente para ampliá-las e fazer uso delas mais tarde. — Página: 276

Nota: É para isso que serve o meu cofre do Obsidian


A maioria de nós não pensa deliberadamente em qual aspecto da vida queremos melhorar antes de escolher um livro que vai nos ajudar a abordar a questão. Muitas vezes chegamos a essas decisões de leitura por uma confluência de eventos. — Página: 292


A menos que você seja um monge ou uma freira e tenha o luxo de poder meditar o dia todo, é impossível viver de forma intencional 100% do tempo. No entanto, vale a pena tomar algumas decisões deliberadamente. A forma como administramos nossa atenção é uma delas. — Página: 303


Embora o piloto automático possa nos ajudar a manter o ritmo de trabalho e de vida, a atenção é o nosso recurso mais limitado e restrito. Quanto mais intenção tivermos ao administrar nossa atenção, mais foco, produtividade e criatividade iremos adquirir. — Página: 317


Em muitos aspectos, administrar sua atenção é como escolher o que assistir na Netflix. — Página: 345


Esse é o problema de administrar a atenção usando o piloto automático. As coisas mais imediatas e estimulantes em seu ambiente raramente são as mais importantes. — Página: 355


Ao classificarmos aquilo em que vamos nos concentrar, devemos nos ater a dois principais critérios: se uma tarefa é produtiva (você obtém muito ao cumpri-la) ou improdutiva, e se uma tarefa é atraente (divertida de se fazer) ou pouco atraente (chata, frustrante, difícil etc.). — Página: 361


Gastar tempo com trabalho desnecessário nos mantém ocupados, mas é apenas uma forma ativa de preguiça, pois não nos leva a conseguir alguma coisa de verdade. — Página: 369


Uma pessoa perfeitamente produtiva se concentraria apenas nos dois quadrantes superiores do gráfico acima. Se as coisas fossem assim tão simples, porém, você não precisaria deste livro. — Página: 383


Quando escolhemos em que focar, estamos efetivamente bebericando água de uma mangueira de incêndio. — Página: 411


A segunda maneira que mostra como nossa atenção é limitada é: depois de focar em algo, podemos reter apenas uma pequena quantidade de informação na nossa memória de curto prazo. — Página: 418


Nossa vida costuma se estruturar em torno do fato de que somos capazes de reter, no máximo, sete partes de informações exclusivas em nossa memória de curto prazo. — Página: 443


“Espaço atencional” é o termo que uso para descrever a quantidade de capacidade mental que temos disponível para nos concentrar e processar as coisas no momento. — Página: 455


Direcionar seu olhar mental para o que está ocupando seu espaço atencional no momento pode ser um exercício estranho, pois é raro percebermos o que está dominando nossa atenção, e passamos a maior parte de nosso tempo totalmente imersos naquilo que estamos vivenciando. — Página: 496


Esteja você escrevendo um e-mail, participando de uma conference call, assistindo a um programa de TV ou jantando com a sua família, você estará gastando essencialmente metade de seu tempo e atenção com aquilo que não está na sua frente, perdido no passado ou planejando o futuro. — Página: 501


Se prestar a atenção ao que está em sua mente – o que, precisamos admitir, é bem difícil de fazer por mais de um minuto –, você vai observar que o conteúdo do seu espaço atencional muda constantemente. — Página: 516


Hábitos ocupam muito pouco espaço atencional, pois precisam de pouca reflexão assim que você se acostuma com eles. — Página: 540


Nosso espaço atencional pode processar ainda mais quando estamos trabalhando em tarefas não relacionadas. — Página: 550


Em última análise, esta é a questão: o número de tarefas habituais que podemos encaixar em nosso espaço atencional é muito maior do que o número de tarefas que exigem um foco maior. — Página: 554


Gastar tempo com nossas tarefas mais produtivas em geral significa que temos pouca atenção sobrando – se é que há alguma atenção disponível. — Página: 566


Em resumo, há em geral três combinações de tarefas que cabem confortavelmente dentro de seu espaço atencional. — Página: 577


Algumas pequenas tarefas habituais — Página: 578


Uma tarefa que exige a maior parte de nosso foco, somada a uma tarefa habitual — Página: 582


Precisamos trabalhar com intenção o máximo possível, o que é ainda mais importante quando temos mais tarefas que tempo para cumpri-las. — Página: 611


perceber que você está começando a se sentir sobrecarregado é um grande sinal de que deve parar e avaliar o que está ocupando seu espaço atencional. — Página: 631


A melhor maneira de evitar essa sobrecarga é selecionar melhor o que você permite entrar em seu espaço atencional. — Página: 633


Simplificar nosso espaço atencional faz com que reservemos espaço suficiente para trabalhar e viver intencionalmente durante todo o dia. — Página: 637


Buscar novos estímulos continuamente faz com que nos sintamos mais produtivos – afinal, estamos fazendo mais a todo momento. Mas, de novo, só porque estamos mais ocupados não significa que estejamos alcançando mais. — Página: 650


A triste verdade é que o cérebro não é constituído para fazer trabalho intelectual – ele é formado para a sobrevivência e a reprodução. — Página: 653


Prefiro uma definição diferente (e mais amigável): produtividade significa realizar o que se pretende. — Página: 667


Estar ocupados não nos torna produtivos. Não importa quão ocupados estivermos se essa ocupação não nos fizer realizar nada de importante. Produtividade não significa lotar mais nossos dias, mas sim fazer a coisa certa a cada momento. — Página: 670


A tecnologia acelera o tempo, trazendo tentações a cada momento para preencher nossa atenção até o limite. — Página: 683


De que adianta ter tempo se não for para criar lembranças – de conversas, refeições, férias e outras experiências? — Página: 692


Pesquisas mostram que, quanto maior for a frequência de transbordamento de nossa atenção, mais tempo levamos para alternar entre tarefas, nos tornamos menos capazes de filtrar informações irrelevantes durante o processo, e nos tornamos mais incapazes de reprimir o impulso de alternar entre tarefas. — Página: 698


Leroy cunhou o termo “resíduo atencional” para descrever os fragmentos da tarefa anterior que permanecem em nosso espaço atencional depois da mudança para outra atividade: — Página: 715


Um estudo descobriu que, quando alternamos continuamente entre tarefas, nosso trabalho leva 50% de tempo a mais em comparação com a realização de uma tarefa do início ao fim. — Página: 731


Este capítulo foi, em grande medida, teórico. A fim de pôr em prática os conselhos, você precisa fazer várias coisas: definir intenções com mais frequência, modificar seu ambiente para deixá-lo menos distrativo, superar a resistência mental que você tem para determinadas tarefas, eliminar distrações antes de atrapalharem você e tirar distrações da cabeça. — Página: 739


Há várias maneiras de medir a qualidade de sua atenção, mas desenvolvi três indicadores para controlar meu progresso. — Página: 755


Quanto de seu tempo você gasta intencionalmente? — Página: 757


Por quanto tempo consegue manter o foco por vez? — Página: 757


Por quanto tempo sua mente devaneia até você perceber? — Página: 758


Seu trabalho provavelmente também tinha um nível confortável de dificuldade: não tão difícil a ponto de intimidar; não tão fácil a ponto de poder ser feito por hábito. — Página: 768


Quando você hiperfoca em uma tarefa, você expande uma tarefa, um projeto ou outro objeto de atenção de forma que ele preenche completamente seu espaço atencional. — Página: 777


No hiperfoco, você pode até sentir mais descontração do que costuma experimentar quando está trabalhando. — Página: 783

Nota: Hiperfoco fluxo ou qualquer outro nome que exista parece tudo a mesma coisa


quanto mais demandas ocuparem seu tempo, mais se torna imprescindível escolher em quais e em quantas coisas você vai prestar atenção. Você nunca estará ocupado demais para hiperfocar. — Página: 792


Mas há duas razões por que é melhor reservar esse modo mental para tarefas complexas e não para hábitos. — Página: 801


Primeiro, é preciso ter força de vontade e energia mental para ativar o hiperfoco, extraindo esses elementos da oferta limitada que temos para consumir durante o dia. — Página: 802


Segundo, e mais interessante: — Página: 804


Uma das melhores maneiras de fazer as coisas – e fazê-las mais rápido – é não se deixar focar em coisas que não são importantes. — Página: 822

Nota: Infelizmente nem sempre isso é possivel


A ciência sugere que passamos por quatro estágios quando começamos a nos concentrar. No primeiro, estamos focados (e produtivos). Então, supondo que nada nos distraia nem sejamos interrompidos, nossa mente começa a divagar. No terceiro, percebemos que nossa mente está divagando. Isso pode levar algum tempo, principalmente se não verificarmos com frequência o que está consumindo nosso espaço atencional. (Em média, percebemos cerca de cinco vezes por hora que nossa mente divagou.) Quarto, trazemos o foco de volta ao nosso objeto original de atenção. — Página: 830


Para hiperfocar, você deve: 1. escolher um objeto de atenção importante ou produtivo; 2. eliminar o máximo de distrações externas e internas que puder; 3. focar no objeto de atenção escolhido; e 4. atrair continuamente seu foco de volta àquele objeto de atenção. — Página: 835


Esse primeiro passo para alcançar o hiperfoco é essencial – a intenção tem absolutamente que preceder a atenção. — Página: 844


Distrações internas devem ser domadas também – inclusive as lembranças e os pensamentos aleatórios (e por vezes embaraçosos) que surgem quando estamos tentando nos concentrar, — Página: 851

Nota: Isso nao é nada trivial


Além disso, levamos uma média de 22 minutos para voltar a trabalhar em uma tarefa depois que somos distraídos ou interrompidos. É muito pior para nós quando interrompemos ou distraímos a nós mesmos – nesses casos, levamos 29 minutos para voltar a trabalhar na tarefa original. — Página: 860

Nota: Essa difeenca e curiosa


Atenção sem intenção é desperdício de energia. — Página: 866


Mas, sempre que possível, você deve ter um papel ativo na escolha daquilo em que deve gastar seu tempo e sua atenção. — Página: 880

Nota: As vezes isso nao e nada frequente


Se não, me permita apresentar a regra de 3: no início de cada dia, escolha as três coisas que quer ter realizado até o fim do dia. — Página: 892


Certifique-se de que suas três intenções estejam onde você possa vê-las — Página: 901


As tarefas mais importantes em sua lista são aquelas que levam às consequências mais positivas. — Página: 913


Outra maneira de olhar a coisa: ao decidir o que fazer, em vez de considerar apenas as consequências imediatas de uma atividade, considere também as consequências de segunda e terceira ordem. — Página: 916


Se você tem um monte de tarefas em sua lista, pergunte-se: quais são as mais significativas? — Página: 927


Para fazer isso, defino um alarme de consciência a cada hora. — Página: 936

Nota: Isso pode ser interessane mas tambem bao d uma distracao?


ajuda você a se concentrar por mais tempo, uma vez que identifica e impede distrações antecipadamente; ajuda a perceber com mais frequência que sua mente divagou; e permite que, com o tempo, você dedique mais do seu dia de trabalho intencionalmente. — Página: 955

Nota: Essa sao beneficoes do lembrete horario


Gollwitzer chama de “intenção de implementação”. Ele explica o termo da seguinte forma: “Fazer um plano detalhado sobre como você quer alcançar o que deseja alcançar. — Página: 981


Existem duas limitações a serem observadas na definição de intenções específicas. — Página: 1006


Primeiro, você precisa de fato se importar com suas intenções. — Página: 1007


Segundo, intenções fáceis de realizar não precisam ser tão espe-cíficas. — Página: 1009


É incrivelmente gratificante ver seu li-mite de hiperfoco aumentar ao longo do tempo. Force seu limite a aumentar, mas não muito. — Página: 1026


A produtividade muitas vezes é um processo de compreender nossas limitações. — Página: 1050


Obviamente, nosso trabalho sofre com essas distrações e por não entrarmos em um estado hiperfocado. Compensamos trabalhando de forma mais rápida e frenética, o que afeta a qualidade do que produzimos e nos estressa. — Página: 1110


Quando você se conscientiza da frequência com que se interrompe, é difícil voltar a trabalhar da mesma forma. Por isso esse conhecimento é essencial para administrar seu espaço atencional com sabedoria. É possível se concentrar durante muito mais tempo quando você domina as distrações previamente. — Página: 1122


Depois de escolher por quanto tempo você vai se concentrar, eliminar as distrações é a segunda etapa de hiperfoco. — Página: 1155


Defino como “distração” qualquer coisa que nos desvie de nossas intenções. — Página: 1163


Se dermos um zoom no quadrante “trabalho distrativo” do primeiro capítulo, poderemos dividi-lo com base em dois critérios: se temos ou não controle sobre as distrações e se vamos considerá-las irritantes ou divertidas. — Página: 1166


Muitas distrações são evitáveis, mas muitas não são, pelo menos não sem incorrer em grandes custos sociais. — Página: 1179


descobri que a melhor forma de reagir a distrações agradáveis e não controláveis – como almoços em equipe e ligações de entes queridos quando estou no meio de um trabalho – é fazer um esforço planejado para abraçá-las e me permitir apreciá-las, mas, mesmo assim, voltar aos trilhos quando puder. — Página: 1193


Com o tempo, desenvolvi dois modos de trabalho: 1.Um modo livre de distrações, no qual entro sempre que estou prestes a hiperfocar. 2.Um modo regular de distração reduzida, no qual trabalho com um número administrável de distrações durante todo o dia. Ao longo do dia, podemos alternar entre fazer dois tipos de trabalho: trabalho focado e trabalho colaborativo. — Página: 1202


Ao remover cada objeto de atenção que tenha um potencial mais estimulante e atraente do que o que você pretende fazer, você não dá ao cérebro nenhuma opção além de trabalhar nessa tarefa. — Página: 1216

Nota: Isso é fubdamental para trabalhar de forma mais estruturada.


como regra geral, seus colegas de trabalho precisam muito menos de você do que você acha que precisam. — Página: 1248


A produtividade é um processo de compreender suas limitações e se adaptar a elas. — Página: 1268


Talvez você descubra que, embora pretendesse hiperfocar por apenas um período curto, terá energia para continuar por ainda mais tempo. — Página: 1278

Nota: Quando comecamos a nos senfir produivos temos a possibilidade de continuar a trabalhar de forma focada.


Decidir antecipadamente quando vai verificar suas mensagens significa que você mantém o controle sobre sua atenção e resiste a entrar no piloto automático. — Página: 1291

Nota: Isso é fundamental


Cada notificação tira você do que está fazendo e lembra que há todo um mundo digital do qual você não está participando. — Página: 1303


E essa é uma armadilha que vivenciamos com cada vez mais frequência: trazer novos dispositivos para nossa vida sem questionar seu valor. — Página: 1354


Se não precisasse desse serviço específico, é provável que tivesse contratado o tablet para fazer exatamente o mesmo trabalho realizado pelo celular e pelo computador – me ajudar a navegar pela internet e usar as redes sociais –, e ele seria totalmente desnecessário. — Página: 1363

Nota: No fim . Qual e a funcao dis dispositivos que a gente tem?


Tenho um aplicativo de e-mail apenas no meu dispositivo de distrações e no meu computador. — Página: 1400

Nota: Faz sebtudo ter o email no celular?


Não há nada de intrinsecamente errado com esses encontros, mas reuniões inúteis são um dos maiores ralos de produtividade nas empresas modernas. — Página: 1431


No entanto, o grande benefício de qualquer livro sobre produtividade (e eu admito que sou suspeito para falar) é que ele permite que você dê um passo para trás no trabalho para observar o que poderia fazer de forma diferente. — Página: 1449


Seja com alimentos ou distrações, somos altamente influenciados pelo nosso ambiente externo. — Página: 1476


Desentulhar seu ambiente digital é tão importante quanto desentulhar o ambiente físico. — Página: 1527


Limpar nossa cabeça desses “circuitos abertos” é fundamental para não nos distrairmos no momento em que estamos tentando focar em algo. — Página: 1569


Você vivencia a culpa quando sente uma tensão sobre o passado; se preocupa quando sente a tensão sobre o futuro, e dúvida e estresse quando sente a tensão sobre o momento presente. — Página: 1579


Sinta qual é seu limite: comece com algumas intenções a cada dia e mantenha uma lista de tarefas e uma agenda. — Página: 1593

Nota: Entender nossos limites e fundamental


Aqui está uma verdade fundamental sobre foco: seu cérebro invariavelmente resistirá a tarefas mais complexas, em especial quando elas estão no começo – e, quando isso acontecer, você vai procurar coisas mais novas e estimulantes para fazer ao seu redor. — Página: 1598


Se você estiver trabalhando continuamente na direção certa, não importa se você trabalha em um ritmo mais lento, mais intencional. O que você perde em velocidade, compensa na intencionalidade. — Página: 1615


Até agora vimos as quatro fases do hiperfoco: escolher um objeto de atenção, eliminar distrações, concentrar-se em uma tarefa e voltar para os trilhos. — Página: 1620


Conscientemente tornar as tarefas mais complexas e assumir tarefas mais complexas é outra maneira poderosa de entrar em estado de hiperfoco, uma vez que elas consomem mais sua atenção. Isso vai fazer você se envolver mais no que está fazendo e levará sua mente a divagar com menos frequência. — Página: 1658

Nota: atividades mais complexas exigem maior concentração acabam sendo mais engajadoras


Além de questionar as tarefas individuais, vale a pena refletir se você considera desafiadora sua carga de trabalho de forma geral. — Página: 1673


Nosso trabalho tende a se expandir para se encaixar no tempo de conclusão disponível – em círculos de produtividade, esse fenômeno é conhecido como lei de Parkinson. — Página: 1676


fazer as coisas sem pensar, seja em casa ou no trabalho, não é apenas improdutivo, mas também sinal de que você não tem trabalhos suficientemente importantes, o que também explica por que trabalhos inúteis são deixados de lado quando você está com prazo apertado: não há tempo disponível para que ele se expanda. — Página: 1692


Aqui está a chave: quanto menor o objeto de atenção, mais sua mente vai divagar, mas mais você vai expandir o tamanho de seu espaço atencional enquanto focar nele. Quanto mais rapidamente você conseguir voltar aos trilhos depois de sua mente passear durante uma sessão de atenção plena ou meditação, melhor você vai focar no trabalho e em casa. — Página: 1779


A qualidade da atenção é uma parte tão integrante da produtividade que até um leve aumento faz uma diferença notável em quanto conseguimos realizar. — Página: 1803


O segredo de conversas profundas e significativas é simples: voltar completamente sua atenção para a pessoa com quem está falando. — Página: 1826


Seja no trabalho ou em casa, a qualidade de sua atenção determina a qualidade de sua vida. No trabalho, quanto mais atenção der ao que está diante de você, mais sua produtividade aumentará. Em casa, quanto mais atenção você dedicar ao que está diante de você, mais significativa será sua vida. — Página: 1839


Essa resistência que sentimos diante de tarefas complexas e produtivas não é distribuída uniformemente pelo tempo de trabalho – em geral ela se concentra no começo, quando iniciamos essas tarefas: — Página: 1849


Quando começamos uma tarefa nova, trabalhar nela por pelo menos um minuto com atenção propositada e distrações limitadas é fundamental. — Página: 1856


você gasta menos energia regulando seu comportamento quando não precisa resistir continuamente a distrações nem se obrigar a focar no que é importante. — Página: 1868


No entanto, esse modo de mente que divaga – quando dispersamos nossa atenção e nosso foco – também pode ser imensamente poderoso. Na verdade, é tão poderoso que dediquei a segunda parte de Hiperfoco a ele. Chamo-o de modo “foco disperso”, — Página: 1897


Você adentra esse modo quando deixa espaço atencional livre em torno do que está fazendo no momento – esteja você correndo, andando de bicicleta ou investindo tempo em qualquer coisa que não consuma todo esse espaço. — Página: 1925


Quando se trata de produtividade e criatividade, o foco disperso permite que você faça três coisas poderosas de uma vez. — Página: 1926


Primeiro, como vamos discutir neste capítulo, ele permite que você defina suas intenções e seus planos para o futuro. — Página: 1927


Segundo, o foco disperso permite que você recarregue. — Página: 1931


Terceiro, o foco disperso fomenta a criatividade. — Página: 1933


Já discutimos o primeiro tipo de objeto de atenção que nos atrai: tudo o que é novo. — Página: 1955


Também somos mais propensos a focar em tudo o que é prazeroso ou ameaçador. — Página: 1957


Hoje, o equilíbrio desses três objetos de atenção está prejudicado. Estamos continuamente rodeados por novas distrações, os prazeres são abundantes, e ameaças legítimas são poucas e raras. — Página: 1963


Se comparada com a de outros mamíferos, nossa capacidade de pensar em algo que não esteja imediatamente diante de nós é bastante singular. — Página: 1979


Quando sua mente divaga, ela visita três lugares principais: o passado, o presente e o futuro. — Página: 1989


Nossa mente é projetada para não só compreender, mas também se lembrar de ameaças, como aquele e-mail negativo que não conseguimos esquecer. — Página: 1995


Divagações sobre aquilo em que estamos trabalhando no momento costumam ser bastante produtivas; precisamos refletir a respeito de nossas tarefas para trabalhar com mais propósito. — Página: 2003


Cada momento de nossa vida é como uma história do tipo “Escolha sua aventura”, oferecendo o tempo todo diferentes opções que permitem definir nosso caminho futuro. — Página: 2011


Os pesquisadores referem-se à propensão de nossa mente de divagar para o futuro como o nosso “viés prospectivo”. — Página: 2016


A intenção é o que torna o foco disperso tão poderoso. Esse modo é sempre usado de propósito – e envolve fazer um esforço orquestrado para perceber aonde sua mente vai. — Página: 2044


Acho útil distinguir entre alguns estilos diferentes de foco disperso: 1. Modo de captura: deixar sua mente divagar livremente e captar tudo o que surgir. 2. Modo de resolução de problemas: manter um problema solto na mente e deixar seus pensamentos divagarem em torno dele. 3. Modo habitual: envolver-se em uma tarefa simples e capturar as ideias e os planos valiosos que emergem daí. Pesquisas descobriram que esse modo é o mais poderoso. — Página: 2046


Dos três estilos, o modo de captura é melhor para identificar o que está em sua mente; o modo de resolução de problemas é melhor para ruminar sobre um problema ou uma ideia específicos; e o modo habitual é melhor para recarregar e conectar o maior número de ideias. — Página: 2051


Para entrar nesse modo, mantenha um problema em sua mente e deixe seus pensamentos divagarem em torno dele, virá-lo do avesso e explorá-lo a partir de diferentes ângulos. — Página: 2082


no modo resolução de problemas, você leva os pensamentos de volta ao problema que está abordando; no modo habitual, o máximo que você faz é deixar sua mente divagar livremente. — Página: 2132


A principal razão pela qual muitos de nós nos sentimos exaustos é que nunca damos um descanso para a nossa atenção. — Página: 2138


O hiperfoco significa se concentrar em uma coisa; o foco disperso envolve focar em nada específico. Com o hiperfoco você direciona sua atenção para fora; com o foco disperso você direciona sua atenção para dentro. Um significa atenção; o outro, desatenção. — Página: 2162


“útil pensar o cérebro como um órgão fundamentalmente prospectivo projetado para usar informações do passado e do presente a fim de gerar predições sobre o futuro. A memória pode ser pensada como uma ferramenta usada pelo futuro cérebro para gerar simulações de possíveis eventos futuros”. — Página: 2177


Quanto mais vezes você fizer essa verificação, mais produtivos serão seus episódios de divagação. Você terá mais capacidade de afastar seus pensamentos do passado e, em vez disso, pensará sobre ideias atuais e sobre o futuro. — Página: 2191


Nossa mente está acostumada a estímulos constantes e tende a procurá-los como se fosse uma coisa universalmente boa. E não é. — Página: 2247


The Use of Life — Página: 2270


É possível que as três medidas da qualidade de sua atenção tenham diminuído: você não conseguiu se concentrar por muito tempo, se distraiu e se desviou para outras tarefas ou interesses com mais frequência e se flagrou mais vezes trabalhando no piloto automático. — Página: 2274


Pesquisas mostram que o espaço atencional se expande e se contrai na proporção de quanta energia mental temos. — Página: 2279


Muitas pessoas gastam uma enorme quantidade de tempo fazendo um trabalho que não as deixa felizes. Fazer o trabalho que você ama é muito menos cansativo do que fazer um trabalho com que não se preocupa – o foco sempre parece mais forçado para o último. — Página: 2293


Estudos revelam que uma pausa revigorante no trabalho precisa ter três características. Ela deve ser: • de pouco esforço e habitual; • algo que você de fato queira fazer; • algo que não seja uma obrigação (a menos que você realmente goste de cumprir com essa obrigação). — Página: 2299


Na verdade, essas “pausas” são um codinome para atividades não relacionadas ao nosso trabalho – e, como ainda exigem nossa atenção, nunca temos uma chance real de recarregar. — Página: 2307

Nota: E importante entender o que sao pausas boas e pausas ruins


Pesquisas sobre o valor das pausas apontam para duas regras simples: 1.Faça uma pausa pelo menos a cada 90 minutos. 2.Faça uma pausa de cerca de 15 minutos para cada hora de trabalho. — Página: 2341


O melhor momento para fazer uma pausa é antes de precisar. Assim como é provável que você já esteja desidratado quando sentir sede, seu foco e sua produtividade provavelmente já começaram a vacilar no momento em que você sentiu cansaço. — Página: 2366


Na maioria dos casos, é muito melhor trabalhar menos horas e dormir o suficiente do que tentar cumprir um dia inteiro de expediente sob o efeito do cansaço. — Página: 2376


Na verdade, fazer pausas é uma das coisas mais produtivas que você pode fazer. — Página: 2416


Se quiser mais produtividade, criatividade ou envolvimento com seu trabalho, a verdade é que você já tem uma enorme quantidade de dados à sua disposição. Tudo o que precisa fazer é refletir sobre quando você já teve mais produtividade, criatividade ou felicidade e considerar as condições que levaram a esse estado. — Página: 2422


o modo foco disperso nos ajuda a recarregar nossa capacidade de hiperfocar, além de permitir que planejemos o futuro e nos tornemos mais criativos. — Página: 2429


Tarefas e projetos não concluídos pesam mais em nossa mente do que aqueles que já encerramos – o foco vem quando fechamos esses circuitos abertos distrativos. — Página: 2459

Nota: E importante terminar o que comecamos


Somos projetados para lembrar mais as coisas nas quais estamos trabalhando no momento do que aquilo que concluímos. Nos círculos de psicologia, esse fenômeno é chamado de efeito Zeigarnik, em homenagem a Bluma Zeigarnik, a primeira pessoa a estudar esse conceito. — Página: 2460


Quando estamos no modo foco disperso habitual, gatilhos de insight em potencial vêm de dois lugares: de nossa mente divagando e do ambiente externo. — Página: 2473


No que tange a gatilhos de insight, esse é um bem direto – costumam ser mais sutis, cutucando sua mente para que ela pense em um sentido diferente e reestruturando pontos mentais que representam um problema. — Página: 2495


o foco disperso habitual permite que nossa mente ligue os problemas que enfrentamos com aquilo que vivenciamos, bem como com o lugar para onde nossa mente vai divagar. — Página: 2497


Quanto mais rico nosso ambiente e mais ricas nossas experiências, mais ideias somos capazes de desenterrar. — Página: 2505


Estar com atenção plena e controlar seu ambiente são as decisões mais produtivas que você pode tomar. — Página: 2515


Escrever os problemas detalhados que esteja enfrentando no trabalho e em casa ajuda sua mente a continuar a processá-los em segundo plano. — Página: 2536


Dormir também ajuda você a se lembrar de mais coisas – consolida os pontos que você acumulou ao longo do dia na memória de longo prazo e permite que você intencionalmente esqueça os pontos menos importantes e irrelevantes que encontrou. — Página: 2553


Quanto mais você for capaz de focar, menos propensão a mente terá para divagar e mais importante será você propositalmente desfocar. — Página: 2563


Deixe algum resíduo em seu espaço atencional para sua mente continuar o processamento da tarefa inicial. — Página: 2570


O foco disperso mais profundo pode ser mais vantajoso quando você pondera sobre as informações que absorve. Consumir novos pontos expõe uma grande quantidade de novas informações e gatilhos que você pode usar para resolver problemas complexos. — Página: 2573


As pessoas se tornam especialistas em assuntos específicos ao acumular pontos suficientes e relacioná-los sob a forma de experiências, conhecimentos e melhores práticas. — Página: 2586


A leitura é um exemplo convincente do poder de coletar e ligar pontos. — Página: 2597


Trabalhar com mais informações à nossa disposição também nos ajuda a tomar decisões mais intuitivas, pois somos capazes de invocar subconscientemente conhecimentos preexistentes em nossa memória. — Página: 2611


Não existem duas informações criadas da mesma forma. Consumir um livro ou entabular uma conversa envolvente com alguém mais esperto que você vai permitir que você colete mais pontos valiosos do que fazer algo como ver TV ou ler uma revista de fofocas. — Página: 2628


Informações úteis em geral são implementáveis e ajudam você a alcançar seus objetivos. — Página: 2637

Nota: Mas se algumas coisas ficam latentes varias sao as informacoes uteis nao?


Se estiver em dúvida sobre consumir algo, faça a seguinte pergunta: de que forma você acha que a vida vai ser diferente se souber dessa informação? — Página: 2652


Livros dão acesso a pensamento da mais alta qualidade e aos pontos mais úteis sobre praticamente qualquer assunto. — Página: 2666


a metade inferior é informação-lixo e em geral é uma combinação de novidade, prazer e ameaça – características que facilitam o desejo. — Página: 2677


Há dois passos para aumentar a qualidade das informações que você coleta: 1.Fazer um balanço de tudo o que você consome. 2.Consumir intencionalmente informações mais valiosas. — Página: 2683


  1. Consuma coisas de que você goste, sobretudo quando poucas pessoas gostam delas — Página: 2703

as informações mais valiosas que você pode consumir são o material que desafia você e em geral requer sua total atenção. — Página: 2716


Decidir se algo merece sua atenção é um passo extra, mas é uma decisão que vai economizar horas que você poderá dedicar a algo melhor. — Página: 2733


Eu iria ainda além, e diria que qualquer decisão ou ideia suficientemente complexa também é indistinguível da magia. Sempre que não entendemos a complexa rede de pontos que contribuem para algum resultado, atribuímos isso à magia ou à genialidade. — Página: 2759


Como um mágico, os métodos de um gênio são misteriosos – até que se desembaraça a teia de conexões que leva a eles. — Página: 2764


Dispersar a atenção é particularmente benéfico quando seu trabalho exige que você conecte ideias mais complexas e disparatadas. — Página: 2789


Em muitos aspectos, o hiperfoco e o foco disperso são completamente opostos. Em um determinado momento, ou estamos fazendo algo (com atenção externa) ou pensando em algo (com atenção interna). Somos incapazes de estar tanto em hiperfoco quanto em foco disperso ao mesmo tempo. — Página: 2823


Curiosamente, quanto mais investimos em nossa felicidade, mais produtivos nos tornamos no modo hiperfoco e mais criativos nos tornamos no modo foco disperso. — Página: 2844


Por que, exatamente, investir na felicidade fomenta a produtividade e a criatividade? — Página: 2852


Primeiro, e mais importante, um humor positivo aumenta seu espaço atencional, independentemente do modo em que você esteja. — Página: 2853


Por outro lado, um humor negativo reduz seu espaço atencional. — Página: 2859


necessariamente pontos e ideias em que você possa se concentrar, eles influenciam bastante o modo como você percebe e se relaciona com o que está no seu espaço atencional e afetam o tamanho do próprio espaço atencional. — Página: 2893


Quando chega a hora de se concentrar em algo, o álcool vai obliterar totalmente sua produtividade. — Página: 2933


As pesquisas são conclusivas: a cafeína aumenta o desempenho mental (e físico) em praticamente todas as formas mensuráveis: — Página: 2948


Como com a maioria dos conselhos de produtividade, é essencial implementar táticas individuais com consciência do quanto realmente funcionam para nós. — Página: 2958


O ponto principal quando se trata de escritórios abertos é que, se o trabalho que você e sua equipe fazem é hipercolaborativo ou envolve muita criatividade e ligação de ideias, vale a pena ter um escritório aberto mesmo com desvantagens. Por outro lado, se seu trabalho envolve um número significativo de tarefas que se beneficiam de foco imperturbado, como cada vez mais os trabalhos parecem ser, um escritório aberto pode ser prejudicial para sua produtividade. — Página: 2986


Entre no modo hiperfoco ao menos uma vez por dia para lidar com suas tarefas mais produtivas; elimine distrações e se concentre em uma coisa importante. Entre no modo foco disperso várias vezes ao dia, em especial no modo foco disperso habitual, de maneira que possa planejar o futuro, ligar ideias e recarregar sua capacidade de hiperfocar. — Página: 2998


consciência. Quando você se torna mais consciente do que está ocupando seu espaço atencional, de quanta energia tem e de quanto seu espaço atencional está cheio, você fica mais ágil e se ajusta conforme as condições mudam. — Página: 3017


Talvez tenha notado a qualidade de sua atenção: quanto de seu tempo você gasta intencionalmente, a duração do seu foco e quanto tempo sua mente divaga antes de você se pegar fazendo isso. — Página: 3029


O hiperfoco pode ajudar você a fazer uma quantidade extraordinária de coisas em um período relativamente curto. O foco disperso fará você conectar ideias – o que o ajuda a descobrir insights ocultos, ter mais criatividade, planejar o futuro e descansar. — Página: 3042


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📚 Referências Externas