Defining Advising, Coaching, and Mentoring for Student Development in Medical Education

🎯 Resumo

Abstract Original

Medical school curricula integrate classroom academic teaching, hands-on clinical training, longitudinal professional development, and identity formation to prepare students to enter the healthcare workforce as residents. Mentorship, coaching, and advising are well-recognized approaches used by educators to help young learners accomplish their personal and professional goals and objectives. However, undergraduate medical education literature has not clearly articulated the distinctions between the roles and core responsibilities of each guidance approach. Attempts to describe each role and responsibility have generated ambiguity and steered institutions towards implementing their own role-specific functions. The purpose of this paper is to establish a functional framework that may be used to differentiate the principal duties of a mentor, coach, and advisor in the context of undergraduate medical education (UME). Four key components are necessary to achieve this goal: (1) adopting a singular definition for each form of guidance; (2) characterizing each role based on unique skills; (3) describing the interplay between learner needs and educator capabilities; (4) training educators on how to effectively distinguish each form of guidance. Creating clear distinctions between mentors, coaches, and advisors in medical education will bolster students’ academic experience and improve the educator-learner relationship. These definitions may also benefit faculty members by providing a clear framework for their responsibilities, which can be used for evaluations or determining future promotions.

📚 Bibliografia

SANTIESTEBAN, Luis et al. Defining Advising, Coaching, and Mentoring for Student Development in Medical Education. Cureus, 27 jul. 2022.

🧠 Minhas Notas & Análise

🎯 Objetivo

  • Estabelecer um framework funcional que diferencie claramente os papéis e responsabilidades principais de mentor, coach e advisor no contexto da graduação médica.
  • Propor 4 componentes-chave para alcançar esse objetivo: (1) adotar uma definição singular para cada forma de orientação; (2) caracterizar cada papel com base em habilidades únicas; (3) descrever a interação entre necessidades do aluno e capacidades do educador; (4) treinar educadores para distinguir efetivamente cada forma de orientação.

🧬 Método

  • Artigo de revisão (Open Access Review) publicado na Cureus (2022), não é um estudo empírico original — é uma síntese da literatura existente sobre mentoria, coaching e aconselhamento na educação médica.
  • Constrói o argumento por meio de 3 tabelas complementares:
    • Tabela 1 – Definições propostas para cada abordagem (Coach, Mentor, Advisor).
    • Tabela 2 – Características e habilidades específicas de cada abordagem (formalidade das sessões, expertise, envolvimento em avaliações, duração da relação, etc.).
    • Tabela 3 – Mapeamento cronológico dos 4 anos da faculdade de medicina nos EUA, associando desafios comuns de cada ano à abordagem de orientação recomendada (Mentor, Coach e/ou Advisor).
  • Também discute a necessidade de programas de desenvolvimento docente (“faculty development”) para treinar educadores a transitar entre os papéis.

🏆 Resultados

  • Coach: estimula introspecção e autoaprendizagem; avalia objetivamente as habilidades do aluno com métricas de desempenho; sessões formais, orientadas a dados; feedback imediato; relação de curto prazo, focada em tarefa; sempre especialista na área do aluno; geralmente não envolvido nas avaliações acadêmicas do aluno.
  • Mentor: promove crescimento pessoal/profissional holístico por meio de sabedoria, experiências e insights; oferece suporte psicossocial; reuniões informais; relação de longo prazo baseada em interesses mútuos; geralmente especialista na área do aluno; pode ou não estar envolvido nas avaliações.
  • Advisor: fornece suporte estratégico baseado em diretrizes institucionais/nacionais; sessões formais e orientadas a tarefas; dá respostas diretas ou soluções específicas; promove pensamento estratégico; relação de curto prazo; pode ou não estar envolvido nas avaliações.
  • Tabela 3 (aplicação prática por ano da faculdade):
    • Ano 1: transição para faculdade → Mentor+Advisor+Coach; lidar com estresse/ansiedade → Mentor+Advisor; liderança e identidade profissional → Mentor.
    • Ano 2: inscrição para exame de board → Advisor; plano de estudos → Coach+Advisor; refinar habilidades de prova → Coach; ansiedade relacionada ao teste → Mentor.
    • Ano 3: seleção de rotações clínicas → Mentor+Advisor; cartas de recomendação → Advisor+Mentor; habilidades clínicas → Coach+Mentor.
    • Ano 4: processo de residência → Advisor; entrevistas de residência → Mentor+Advisor; preparação para board → Coach.
  • Conclusão central: nenhuma forma isolada de orientação é suficiente — educadores precisam transitar fluidamente entre os três papéis conforme a necessidade do aluno muda ao longo do curso.

📝 Comentários Extras

  • Artigo altamente complementar ao de Marcdante & Simpson (2018, JGME) — aliás, cita esse artigo diretamente como referência (Table 1 é baseada nele, ref. [7]/[10]).
  • Diferença de ênfase entre os dois artigos:
    • Marcdante & Simpson (2018): foco na prática imediata do docente (como conduzir a interação, comunicação de mudança de papel, “coaching with wisdom”) — mais voltado a residência/pós-graduação e habilidades interpessoais na hora da conversa.
    • Santiesteban et al. (2022): foco em um framework estrutural para a graduação médica (UME), com ênfase em currículo, timeline de 4 anos e desenvolvimento docente institucional.
  • Ponto interessante para triangular entre os dois artigos: ambos concordam que a falta de terminologia comum é o problema central, e que coach = aluno no controle / mentor e advisor = mais diretivos.
  • A Tabela 3 (mapeamento por ano da faculdade) é um recurso prático valioso — pode servir de base para desenhar um programa institucional de orientação escalonado por fase de formação.
  • Limitação: é uma revisão narrativa (não sistemática), sem metodologia explícita de busca/seleção de literatura descrita no texto — as definições propostas são normativas/consensuais dos autores, não validadas empiricamente.

🔗 Conexões do Cofre

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  • Trabalhos que citam este:

🔣 Bibliografia Latex

@article{santiesteban2022,
  title = {Defining {{Advising}}, {{Coaching}}, and {{Mentoring}} for {{Student Development}} in {{Medical Education}}},
  author = {Santiesteban, Luis and Young, Eric and Tiarks, Georgina C and Boemi, Maria Giulia and Patel, Raina K and Bauckman, Kyle A and Fine, Lauren and Padilla, Maria E and Rajput, Vijay},
  year = 2022,
  month = jul,
  journal = {Cureus},
  issn = {2168-8184},
  doi = {10.7759/cureus.27356},
  urldate = {2026-08-24},
  language = {en},
}
 

🖍️ Notas e Destaques