🎯 Células Espumosas (Foam Cells)
Em poucas palavras
Células da nossa defesa imunológica (macrófagos) que, após engolirem quantidades insustentáveis de lipídios oxidados, tornam-se inchadas de gordura e causam as placas arteriais.
📝 Notas e Desenvolvimento
- Quando a concentração de colesterol em lipoproteínas ruins (ApoB e LDL) excede a capacidade orgânica, essas partículas enclausuram-se e se degradam na parede subendotelial arterial.
- O sistema imunológico entende o material oxidado como um patógeno/lixo invasor e envia os “grandes comedores”, os macrófagos.
- Eles engolem a LDL até o ponto em que saturam e estouram/morrem ali, e sua massa residual engordurada forma sob o microscópio algo semelhante a espuma.
- O agregado espumoso contínuo vira a “estria gordurosa”, ponto primário do fechamento e endurecimento aterosclerótico dos vasos do coração e cérebro.
🔗 Conexões e Contexto
- Atlas: MdC - Saúde
- Notas Relacionadas: Doenças Cardiovasculares Ateroscleróticas, Partículas ApoB
📚 Referências e Fontes
Links Externos
Citações Diretas
Em resposta a essa incursão, o endotélio liga para o 190 da bioquímica, convocando células imunológicas especializadas chamadas monócitos para confrontar os invasores. Os monócitos são grandes glóbulos brancos que entram no espaço subendotelial e se transformam em macrófagos, células imunológicas maiores e mais famintas que às vezes são comparadas ao Pac- Man. O macrófago, cujo nome significa “grande comedor”, engole a LDL aglomerada ou oxidada, no intuito de removê- la da parede arterial. Mas, se ele explode ao consumir muito colesterol, ele vira— e talvez você já tenha escutado esse termo— uma célula espumosa, assim chamada porque, no microscópio, ela parece espumosa, ou ensaboada. Quando muitas células espumosas se juntam, elas formam uma “estria gordurosa”: literalmente uma faixa de gordura que você pode ver a olho nu durante a autópsia de uma artéria coronária.
O processo aterosclerótico avança muito lentamente. Isso pode se dever, em parte, à ação dos HDLs. Se uma partícula de HDL chega à cena do crime, com as células espumosas e as estrias gordurosas, ela pode sugar o colesterol dos macrófagos, em um processo chamado de lipidação. Em seguida, ela volta pela camada endotelial até a corrente sanguínea para devolver o excesso de colesterol ao fígado e a outros tecidos (incluindo células de gordura e glândulas produtoras de hormônios), a fim de ser reutilizado.