🎯 Gordura Visceral Vs Gordura Subcutânea
Em poucas palavras
A distinção metabólica e inflamatória entre a gordura de armazenamento seguro (subcutânea) e a gordura tóxica acumulada entre os órgãos (visceral).
📝 Notas e Desenvolvimento
- O corpo humano possui uma grande capacidade de armazenamento seguro de energia na forma de tecido adiposo sob a pele. Essa gordura atua como uma “zona-tampão” metabólica.
- Quando a capacidade limite pessoal da zona subcutânea é extrapolada por persistente excesso calórico, a gordura excede o compartimento e transborda.
- A energia transborda depositando-se de forma intra-abdominal, envolvendo o fígado (causando DHGNA) e vísceras. Diferente da subcutânea, a visceral é imensamente reativa, secretando citocinas inflamatórias.
- Gordura visceral atua de fato como o promotor basilar da hiperinsulinemia severa e Síndrome Metabólica. Pessoas podem ser magras exteriormente e mesmo assim ter um perigoso acúmulo de gordura visceral, fenômeno monitorado através do teste de densitometria óssea (DEXA).
🔗 Conexões e Contexto
- Atlas: MdC - Saúde
- Notas Relacionadas: Disfunção Metabólica e Hiperinsulinemia, Síndrome Metabólica
📚 Referências e Fontes
Links Externos
Citações Diretas
A questão é que a gordura— isto é, a gordura subcutânea, a camada que fica logo abaixo da pele— é na verdade o lugar mais seguro para armazenar o excesso de energia.
Pense na gordura como uma espécie de zona- tampão metabólica, absorvendo e armazenando a energia excedente em segurança até que seja necessária. Se comemos rosquinhas demais, essas calorias serão armazenadas na camada de gordura subcutânea; quando, digamos, fazemos uma trilha ou nadamos, parte dessa gordura é liberada para ser usada pelos músculos. Esse fluxo de gordura continua indefinidamente, e, desde que você não ultrapasse a sua capacidade de armazenamento de gordura, fica tudo bem.
A gordura também começa a se infiltrar no abdômen, acumulando- se entre os órgãos. Embora a gordura subcutânea seja considerada relativamente inofensiva, o mesmo não se pode dizer dessa “gordura visceral”.
É por isso que insisto que meus pacientes façam um exame de densitometria óssea todos os anos, pois estou muito mais interessado na gordura visceral deles do que na gordura corporal total.
O cortisol é particularmente problemático, com o duplo efeito de esgotar a gordura subcutânea (que geralmente é benéfica) e substituí- la por gordura visceral, mais prejudicial. Essa é uma das razões pelas quais o nível de estresse e a qualidade do sono, que afetam a liberação de cortisol, interessam tanto ao metabolismo.
Nossa primeira tarefa é reduzir a carga de Partículas ApoB, principalmente LDLs, mas também VLDLs, que podem ser perigosas por si só. E fazer isso de maneira drástica, não de modo tangencial ou sutil. Queremos que ela seja o mais baixa possível, e o mais rápido possível. Também devemos prestar atenção a outros indicadores de risco, principalmente aqueles associados à saúde metabólica, como a insulina, a gordura visceral e a homocisteína, um aminoácido que, em altas concentrações, VII está fortemente associado ao aumento do risco de ataque cardíaco, AVC e demência.