Balanço De 2025: Cruzando a Chegada, Encontrando Novos Começos

TL:DR

O ano de 2025 foi um período de transição marcante, com a conclusão do doutorado e a publicação de dois artigos A1, além da experiência prática no Projeto FINEP - Pneu IoT. Inesperadamente, o autor iniciou uma nova carreira como Professor em Tempo Integral na FEI, lecionando disciplinas como CCP110 - Fundamentos de algoritmos, CCP150 - Desenvolvimento de aplicativos móveis e CCM130 - Conectividade e IoT, e orientando TCCs e alunos de Iniciação Científica e Iniciação Didática. Em termos de ferramentas, destacou o uso de Python, React, C++, FIWARE, Docker, AWS, e as descobertas do Google Gemini CLI e Typst (como alternativa ao LaTeX). Culturalmente, o ano foi nutrido por leituras como A geração ansiosa e Foco roubado, a série de Dan Brown, jogos como Hades 2 e The Legend of Zelda - Echoes of Wisdom, e séries como Se a vida te der tangerinas e Stranger Things. Para 2026, o foco será o aprofundamento nos estudos da pós-graduação em Engenharia Elétrica e a coragem para novos desafios

Se eu pudesse definir 2025 em uma palavra, seria transição. Foi o ano em que fechei o capítulo mais longo e exigente da minha vida acadêmica para, inesperadamente, abrir as portas de uma nova identidade profissional. Olhando para trás, através das minhas anotações e registros, vejo um período marcado pela conclusão de uma maratona, pela imersão em novos desafios e pela redescoberta do equilíbrio entre a profundidade técnica e a leveza da cultura. Nesta postagem, compartilho um pouco da minha visão sobre 2025 e o que me aguarda em 2026 (ao menos o que espero, mas vai saber).

O Grande Marco: A Conquista do Doutorado

2025 será para sempre marcado como o ano em que cruzei a linha de chegada de uma das maratonas mais longas da minha vida: o doutorado. A defesa da tese não foi apenas um evento, mas a culminação de anos de pesquisa, protótipos e experimentos diversos e uma dedicação a um único objetivo. Ver esse esforço materializado em dois artigos aceitos em revistas de alto impacto (A1) foi a validação de que a jornada, por mais árdua que tenha sido, valeu a pena.

Paralelamente, o Projeto FINEP funcionou como uma ponte crucial entre a teoria acadêmica e a prática do mercado. Ele me forçou a sair da zona de conforto da pesquisa pura e a mergulhar na gestão de projetos, no cumprimento de prazos e na colaboração com diferentes stakeholders. Unir tanto a acadêmia, com o Centro Universitário FEI e o Instituto Mauá de Tecnologia, com a indústria, pela Prometeon Tyre Group e Mercedes-Benz do Brasil, foi uma experiência enriquecedora. Foi um aprendizado intenso sobre como traduzir conhecimento técnico em soluções tangíveis, uma habilidade que se provará essencial para outros projetos futuros.

A Surpresa do Ano: A Sala de Aula Como Vocação

O roteiro de 2025 sofreu uma reviravolta que eu não havia previsto: a minha contratação como Professor em Tempo Integral no Centro Universitário FEI. O que começou como uma possibilidade se tornou o eixo central do meu ano. A docência me colocou em uma nova posição, onde o desafio não era apenas saber, mas saber ensinar. Algumas das disciplinas deste ano foram:

A experiência foi amplificada pela mentoria. Orientar dois TCCs ( TCC - Detecção de Fake News utilizando SVM e Naive-Bayes e ATENA - Robô humanoide InMoov com teleoperação baseada em visão Computacional) foi fascinante, pois conectou diretamente minha área de expertise com os problemas reais enfrentados em áreas distintas. Além disso, iniciar o trabalho com alunos de Iniciação Científica e Iniciação Didática abriu um novo canal para cultivar a curiosidade e o rigor acadêmico na próxima geração.

A Caixa de Ferramentas de 2025: Tecnologias e Descobertas

Todo artesão tem suas ferramentas favoritas, e em 2025, minha “caixa de ferramentas” digital foi fundamental:

  • O Alicerce: Python e React foram os pilares do meu ensino e minhas atividades profissionais, enquanto o C++ me manteve conectado ao hardware em projetos de IoT. Além disso, utilizei bastante a Plataforma FIWARE, seja em projetos educacionais ou profissionais.
  • A Estrutura: O Docker foi meu canivete suíço para criar ambientes de desenvolvimento e teste isolados e reprodutíveis, uma prática que considero indispensável. A experiência com a AWS no Projeto FINEP, mesmo que simplificada, reforçou a importância da infraestrutura em nuvem para a escalabilidade de qualquer solução moderna.
  • As Descobertas: A grande surpresa do ano foi o Google Gemini CLI. Ele se tornou um verdadeiro parceiro de brainstorming, ajudando a gerar exemplos de código, explicar conceitos complexos e criar materiais didáticos de forma muito mais ágil. No campo da escrita acadêmica, o Typst surgiu como uma alternativa promissora e mais moderna ao tradicional LaTeX, mostrando que sempre há espaço para inovação, mesmo nas ferramentas mais consolidadas.

Refúgios Da Mente: O Consumo Cultural que Nutriu a Alma

Em um ano de tanta atividade mental, os momentos de descanso foram estratégicos e essenciais. O que consumi não foi apenas entretenimento, mas uma forma de processar o mundo e recarregar as energias.

  • Leituras que Provocaram: Dois livros se destacaram por dialogarem com minhas inquietações profissionais e pessoais: A geração ansiosa de Jonathan Haidt e Foco roubado de Johann Hari. Ambos oferecem um diagnóstico contundente sobre como a tecnologia está moldando nossa atenção e bem-estar, reforçando a relevância de discussões como as que tive com meus orientandos de TCC. Por outro lado, a série de livros de Dan Brown (Anjos e demônios, O Código Da Vinci, O simbolo perdido, Inferno) foi o escapismo perfeito, uma imersão em mistérios, símbolos e história que sempre me fascinou.
  • Mundos para Explorar: Os jogos foram meu principal refúgio. A experiência cooperativa de Split Fiction com minha esposa fortaleceu nossa parceria. A mitologia e a jogabilidade viciante de Hades 2 e Hollow Knight foram um lembrete sobre resiliência e aprendizado através da repetição. E a liberdade criativa de The Legend of Zelda - Echoes of Wisdom foi uma aula de como resolver problemas de maneiras inesperadas.
  • Histórias na Tela: As séries coreanas, com sua sensibilidade única, foram uma constante. Se a vida te der tangerinas me emocionou com sua narrativa sobre a passagem do tempo e as memórias que nos definem. A fantasia sombria de Wandinha e a nostalgia de Stranger Things foram entretenimento de altíssima qualidade.

Rumo A 2026: A Próxima Fronteira

Se 2025 foi o ano da transição, ele termina com um novo e intimidante convite: a minha inclusão no programa de Pós-graduação em Engenharia Elétrica. Confesso que a notícia me trouxe tanto entusiasmo quanto a sensação de estar diante de um desafio para o qual talvez ainda não esteja totalmente preparado. É um território novo, que exigirá um aprofundamento ainda maior e me colocará novamente na posição de aprendiz.

Para 2026, meu tema será “Aprofundamento e Coragem”. Aprofundamento nas minhas novas responsabilidades como professor e orientador, e coragem para abraçar os desafios da pós-graduação e continuar expandindo minhas fronteiras.

  • Começar: A me dedicar formalmente aos estudos e pesquisas para a pós-graduação. Especialmente na preparação de uma nova disciplina e também nos estudos relacionados a minha área de pesquisa.
  • Parar: De utilizar diversos aplicativos e softwares que não são necessários a minha atuação profissional. Além disso, evitar redes sociais, sites de notícias e vídeos curtos (shorts)
  • Continuar: A equilibrar o rigor técnico com a paixão por ensinar, a buscar conhecimento em livros e artigos, e a encontrar refúgio e inspiração nas boas histórias, sejam elas em jogos, filmes ou séries.

2025 foi um ano de chegadas e partidas inesperadas. Um ano que me ensinou que, às vezes, os maiores saltos acontecem quando somos empurrados para fora do caminho que planejamos. Que venha 2026. Estou pronto.