Episódio

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Descrição

Nos últimos três anos, a fome foi uma realidade para menos de 2,5% da população brasileira – percentual que tirou o Brasil do Mapa da Fome. Os dados são da FAO, a agência da ONU especializada em Alimentação e Agricultura. Mesmo fora deste mapa, o país ainda tem 35 milhões de brasileiros com dificuldade para se alimentar, situação chamada de insegurança alimentar.

Neste episódio, Alan Severiano recebe Ana Maria Segall, pesquisadora do grupo de monitoramento da Rede Penssan, a Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimenta e Nutricional. Ela, que também é pesquisadora da Fiocruz de Brasília, explica qual a diferença da situação de fome para a insegurança alimentar – e aponta outros países em que esta ainda é uma realidade. Ana responde também quais medidas levaram o Brasil a sair do Mapa da Fome – a primeira vez que isto tinha acontecido foi em 2014.

Depois, Alan conversa com Kiko Afonso, diretor-executivo da Ação da Cidadania, a maior organização de combate à fome no Brasil. Kiko define o que são os chamados “desertos” e “pântanos” alimentares, presentes mesmo onde há farta produção de comida. Ele fala sobre quais desafios o Brasil tem à frente para atingir a meta de zerar a fome, e conclui: “passar fome não é de direita, de esquerda ou de centro. Passar fome é inaceitável para qualquer pessoa, em qualquer lugar do mundo”.

O que você precisa saber:

Notas

  • Insegurança alimentar, segundo a FAO, é quando uma pessoa deixa de se alimentar com a quantidade e qualidade que deveria. A insegurança alimentar pode ser classificada em diferentes níveis. Já a fome é quando uma pessoa realmente está sem comer.
  • A fome está presente o tempo inteiro. É comum, com pessoas em graves níveis de pobreza, das crianças irem dormir chorando de fome.
  • Ano passado, segundo a ONU, eram 663 milhões de pessoas passando fome. Existe uma grande concentração de pessoas passando fome na Asia e na África.
  • Além da pobreza, há os conflitos éticos e de guerras que ocorrem em diferentes países.
  • A situação da Faixa de Gaza também é grave neste contexto. Isso por que ocorre uma catástrofe humanitária com diversas situações de fome sendo evidenciadas.
  • Foram vários os programas governamentais que foram fundamentais para o combate a forme no Brasil.
  • É importante ressaltar que a insegurança alimentar vai além da fome em si. A alimentação saudável está se perdendo lentamente, ainda mais com as pessoas com falta de acesso a alimentação adequada.
  • Existe uma diferença entre os desertos e pantanos alimentares. No primeiro não há acesso nenhum a alimentos, em geral devido a restrições de distribuição, no segundo existe acesso mas quase que sempre de alimentos ultra processados.
  • No Brasil, existe cada vez mais a premissa de ser um celeiro do mundo mas de produção de commodities (soja, milho, etc) ao invés de alimentos (arroz, feijão, etc).
  • Há também uma influência do aquecimento global nos pequenos produtores que acaba afetando bastante a produção de alimentos no Brasil.
  • Existe uma grande probabilidade de queda nos preços dos alimentos do mercado interno dado a guerra tarifária entre Brasil e Estados Unidos de forma que os produtos que seria exportados passem a ser introduzidos ao mercado interno.

Minha Experiência

Minha experiência

A fome é claramente um dos principais problemas que a sociedade brasileira e mundial enfrenta. Fico feliz em ver que saímos do mapa da fome, mas é evidente que ainda há muito o que ser feito.

Algo interessante sobre este episódio é o conceito de Pântano alimentar que eu não conhecia anteriormente.